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    A Garantia Literária na Representação do Conhecimento
    (Fronteiras da Representação do Conhecimento, 2022) Lima, Gercina Ângela de.
    Uma das primeiras etapas para a construção de um vocabulário controlado (VC) é a seleção e a validação dos termos que serão incluídos no instrumento. Entre os princípios mais antigos que são utilizados para esse processo está a garantia literária, introduzido pela primeira vez por Hulme (1911), o qual parte do pressuposto de que essa seleção deve fundamentar-se na literatura da área, com os termos mais representativos, de uma forma empírica, no caso, selecionados a partir de documento. Considerando que esse princípio não tem sido muito estudado, vista a incipiência da literatura sobre o tema, principalmente com o surgimento de novos sistemas de organização do conhecimento (SOC) e as novas tecnologias, este estudo baseia-se na seguinte questão: as contribuições do princípio da garantia literária de Hulme (1911) são seguidas na seleção e validação da terminologia de um domínio para sua representação no contexto atual? Destarte, o objetivo deste artigo é lançar um olhar na literatura sobre os estudos que evidenciem uma metodologia para sua aplicação, com critérios para sua utilização correta, principalmente para acompanhar o surgimento de novos sistemas de organização do conhecimento e a contribuição das tecnologias. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema nas bases de dados da área, fez-se a análise de todas as referências bibliográficas recuperadas, selecionaram-se as mais relevantes e deu-se seguimento à condensação dos conteúdos, ao seu registro, e à elaboração do texto. A metodologia se caracteriza como exploratória e analítico-descritiva, pois seus resultados apontam para a necessidade de estudos futuros, já que o objetivo proposto foi parcialmente alcançado. Como resultado, a partir da análise da literatura, ficou evidenciado que existe uma lacuna temporal nas publicações, o que acarretou uma incipiência de estudos na área. Verificou-se, também, que existe necessidade de pesquisar mais os procedimentos de uso do princípio garantia literária. Ao final, apresenta-se como contribuição uma definição de garantia literária, sugerida a partir da literatura analisada.
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    Gênesis da classificação: uma análise de conteúdo a partir da definição
    (Perspectivas em Ciência da Informação, 2021-03-31) Lima, Gercina Ângela de.
    Na literatura, existem palavras que apresentam mais de um significado nos múltiplos contextos, e isso as faz terem interpretações ambíguas ou mesmo serem consideradas polissêmicas; é o caso da palavra classificação. Nas diversas acepções da palavra, ela pode significar um processo, um sistema de classificação ou uma disciplina. Este artigo tem como objetivo estudar a perspectiva interdisciplinar do significado da palavra classificação, a partir das acepções sugeridas pelos autores da área, com o intuito de traçar sua evolução e contexto histórico. Utiliza-se a base metodológica proposta por Bardin (2011) sobre Análise de conteúdo, aplicada nas 40 definições selecionadas a partir do artigo ―Classification‖ (Hjørland, 2017), como amostra da pesquisa. Os resultados das análises léxicas e categoriais das definições confirmaram os pressupostos de que a classificação traça sua história pelas bases categoriais aristotélicas, tendo começado seu desenvolvimento dicotômico com os estudos de Porfírio, ganhado projeção com o sistema de categorias taxonômicas de Lineu, com a ideia de ―divisão e denominação‖ para classificar os seres em grupos, com a obra A Origem das espécies de Darwin; e, no âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação, com os estudos iniciados pelo bibliotecário Richards (1860-1939), no século XIX, influenciando os estudos de autores como Sayers (1881-1960), Bliss (1870-1955) e. Ranganathan (1892-1972), entre outros. Na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, a classificação tem sido estudada como uma disciplina, um processo de agrupar e ordenar o conhecimento, e como instrumento de representação da informação, contribuindo para a sua organização e recuperação.
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    Modelos de categorização: apresentando o modelo clássico e o modelo de protótipos
    (Perspectivas em Ciência da Informação, 2010-06-30) Lima, Gercina Ângela de.
    Este trabalho apresenta um estudo preliminar sobre os modelos de categorização clássicos e de protótipos. O modelo clássico de categorização do conhecimento é baseado nas idéias aristotélicas e o modelo de protótipos de categorização elaborado por Eleanor Rosch, na década de 1970. Confrontam-se as posições antagonistas do modelo clássico e do modelo de protótipo: a primeira, na qual as categorias são definidas somente pelas propriedades que todos os membros da classe possuem; a segunda, na qual alguns membros condensam melhor os traços mais característicos da categoria.
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    O ENSINO DA ANÁLISE DE ASSUNTO: em busca de uma metodologia
    (2020-12-18) Lima, Gercina Ângela de.
    A indexação é um dos processos mais importantes em SRI para garantir a recuperação da informação e o acesso a ela, mas nem sempre o indexador possui uma formação especializada na área de tratamento de conteúdos de documentos, tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista teórico. Sendo assim, é um processo que deve ser ensinado e aprendido pelos bibliotecários em todos os seus aspectos, por ser uma formação especializada, no âmbito do curso de biblioteconomia. Este artigo teve como objetivo lançar um olhar sobre a literatura existente com o intuito de conhecer o que de fato tem sido pesquisado sobre o ensino da Análise de assunto, para melhorar a subjetividade desse processo e contribuir para o ensino e a aprendizagem dessa disciplina, no âmbito dos cursos de graduação em Biblioteconomia. Esta pesquisa envolveu procedimentos de natureza teórica, empírica, descritiva e aplicada, com abordagem qualitativa em relação à análise da literatura especializada da área, com resultados parciais de reflexões realizadas no âmbito do projeto de pesquisa PQ-CNPq. Constatou-se que existem muitas lacunas a serem resolvidas em relação ao ensino da Análise de assunto pelo seu caráter subjetivo, e que, por conseguinte, requer do aluno raciocínios lógicos e cognitivos, além de conhecimento da linguística e da tipologia documental. Ficou evidente a necessidade de se ter um curso bem estruturado, composto de temáticas que possibilitem o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades necessárias para a realização da atividade de análise de assunto, tendo um equilíbrio entre a teoria e a prática.
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    O ENSINO DA ANÁLISE DE ASSUNTO: em busca de uma metodologia
    (Informação e Sociedade, 2020-12-18) Lima, Gercina Ângela de.
    A indexação é um dos processos mais importantes em SRI para garantir a recuperação da informação e o acesso a ela, mas nem sempre o indexador possui uma formação especializada na área de tratamento de conteúdos de documentos, tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista teórico. Sendo assim, é um processo que deve ser ensinado e aprendido pelos bibliotecários em todos os seus aspectos, por ser uma formação especializada, no âmbito do curso de biblioteconomia. Este artigo teve como objetivo lançar um olhar sobre a literatura existente com o intuito de conhecer o que de fato tem sido pesquisado sobre o ensino da Análise de assunto, para melhorar a subjetividade desse processo e contribuir para o ensino e a aprendizagem dessa disciplina, no âmbito dos cursos de graduação em Biblioteconomia. Esta pesquisa envolveu procedimentos de natureza teórica, empírica, descritiva e aplicada, com abordagem qualitativa em relação à análise da literatura especializada da área, com resultados parciais de reflexões realizadas no âmbito do projeto de pesquisa PQ-CNPq. Constatou-se que existem muitas lacunas a serem resolvidas em relação ao ensino da Análise de assunto pelo seu caráter subjetivo, e que, por conseguinte, requer do aluno raciocínios lógicos e cognitivos, além de conhecimento da linguística e da tipologia documental. Ficou evidente a necessidade de se ter um curso bem estruturado, composto de temáticas que possibilitem o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades necessárias para a realização da atividade de análise de assunto, tendo um equilíbrio entre a teoria e a prática.
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    Organização do conhecimento: pesquisa e desenvolvimento
    (2015) Lima, Gercina Ângela de.
    O presente trabalho tem por objetivo verificar as tendências de pesquisa na área de Organização do Conhecimento (OC) no Brasil. Porém sentiu-se necessidade de, primeiramente, esclarecer essas características e sobreposições existentes entre as áreas, porque as temáticas de pesquisas estudadas na literatura poderão ter abordagens vindas tanto das áreas da Classificação, quanto da Organização do Conhecimento e da Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). A área de organização do conhecimento tem suas raízes históricas na base teórica da classificação. A Classificação pode ser vista como uma área de conhecimento, a qual classifica o conhecimento filosófico, que se inicia com o modelo categorial proposto por Aristóteles; e como classificação bibliográfica que possui processos e instrumentos para representar conteúdo temático de documentos e aumentar a eficácia na recuperação de informações. As duas abordagens da classificação procuram ligar teoria e prática nos estudos e pesquisas realizadas dentro da área da Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). Tal como a Classificação, a Organização do Conhecimento (OC) é considerada, também, uma área do conhecimento e uma atividade, e ambas são consideradas áreas nucleares no âmbito da BCI. De acordo com Dalhberg (2006), a Organização do Conhecimento como área de conhecimento tem sua história ligada à criação da International Society of Knowledge Organization (ISKO), em 22 de julho de 1989. Dalhberg (1993) esclarece 671 que o termo organização do conhecimento já tinha sido utilizado nos titulos das obras de Henry Evelyn Bliss, The Organization of Knowledge Organization and the system of the science, e The Organization of Knowlodge Organization in Libraries, publicados, respectivamente, em 1926 e 1936. Essa expressão foi utilizada, também, no titulo da tese de Dagobert Soergel, intitulada Organization of knowledge and documentation (1971), defendida na Alemanha, e na tese da propria autora, que foi publicada sob o título Foundation of Universal Organization of Knowledge. O periódico internacional Knowlodge Organization (KO), publicado sob a responsabilidade da ISKO, começou a ser publicado em 1993, substituindo o periódico International Classification, que foi publicado de 1974 a 1992. Dalhberg (1993) explica que os membros da ISKO decidiram que o conceito “classificação” seria, a partir daí, interpretado como um método de classificação, que agrupa objetos semelhantes. Porém, o periodico Knowledge Organization traz como missão a divulgação de trabalhos que representem contribuições para o desenvolvimento de novos conhecimentos sobre a teoria do conceito, classificação, indexação e representação do conhecimento. Nota-se, portanto, que as áreas Classificação e Organização do Conhecimento são muito próximas, tanto no embasamento teórico, quanto em suas atividades práticas. McIlwaine e Williamson (1992) afirmam que algumas áreas que são pesquisadas não são tão novas como se supõe, pois a teoria e princípios da Classificação serão sempre fundamentais para todos os aspectos da organização do conhecimento. Hagar Gomes (2009), em seu trabalho “Tendências da pesquisa em organização do conhecimento”, aponta que: Percebe-se, então, que a OC é uma área de múltiplas aplicações. As pesquisas especificamente na área apontam para, no mínimo, dois aspectos importantes: de um lado, a abordagem teórica-filosófica voltada para questões epistemológicas ao analisar um domínio juntamente com as aplicações na organização de sistemas/tabelas de classificação e, de outro lado, os métodos empregados na elaboração propriamente dita dos sistemas, atividades que alguns autores consideram suplementar, mas que tem suas bases teóricas já sedimentadas (GOMES, 2009, p.63). A autora acrescenta, ainda, que a área da organização do conhecimento é muito próxima da Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI), dado que aponta 672 para a ideia de que a própria literatura ainda confunde as bases teóricas de cada área, e não tem definido claramente quais atividades estão inseridas somente em uma delas, ou se estão todas relacionadas. Talvez seja por isso que Smiraglia (2005, 2006), editor do periódico Knowlodge Organization, demostra sua preocupação quando aponta “[...] what precisaly KO is [...] although many have written about it.”, (2005. p..139) demonstrando, assim, que ainda não existe um consenso geral sobre a definição da área, voltando à discussão inicial de quando KO era originalmente chamada de Classificação. Outra observação que deve ser feita se refere à utilização dos termos organização do conhecimento (OC) e organização da informação (OI), que têm sido usados em diferentes contextos, por diversos autores da área. Bräscher e Café (2010) apresentam um estudo sobre a utilização desses termos dentro da área da Ciência da Informação (CI). As autoras concluem que tal maneira de se utilizar os termos demonstra a falta de delimitação do conceito em questão, e afirmam que: Por vezes, o termo organização do conhecimento é utilizado no sentido de organização da informação, e vice-versa e, em determinadas situações, empregam-se os termos conjuntamente, organização da informação e do conhecimento. (BRACHER; CAFÉ, 2010, p.85). Na visão das autoras, existem dois tipos de processos de organização: a organização da informação que tem o objetivo de descrever as características físicas e conceituais dos objetos informacionais, próximos às atividades realizadas em bibliotecas e centros de documentação; e a organização do conhecimento que visa à criação de modelos que representam as unidades de conhecimento de um determinado domínio, de acordo com suas características. Assim, elas apontam que, Esses dois processos (OI e OC) produzem, consequentemente, dois tipos distintos de representação: a representação da informação, compreendida como o conjunto de atributos que representa determinado objeto informacional e que é obtido pelos processos de descrição física e de conteúdo, e a representação do conhecimento, que se constitui numa estrutura conceitual que representa modelos de mundo. (BRACHER; CAFÉ, 2010, p.93). Pode-se dizer, então, que esses dois processos se complementam, pois, enquanto na área de OI ocorre o processo de representação do conteúdo de um documento especifico, o qual tem o conhecimento registrado, para que ele seja 673 posteriormente recuperado pelo usuário em um Sistema de recuperação da Informação (SRI), a OC organiza o conhecimento a partir da modelagem de domínios, representando sua estrutura com base na descrição de conceitos e dos relacionamentos semânticos entre eles. As estruturas geralmente são criadas com o auxílio de especialistas da área, que validam o conhecimento ali organizado a partir de suas expertises. Nesta pesquisa foram considerados os trabalhos que tratam das tendências de pesquisa na área de Organização do Conhecimento, sem, no entanto, diferenciá-los dessas outras áreas, pois, em muitos títulos dos trabalhos publicados, não existe uma padronização, conforme já foi relatado na literatura. Para mapear estas tendências, propôs-se primeiramente, fazer uma breve revisão sobre a pesquisa na área de OC, buscando-se artigos de periódicos e anais de eventos nacionais e internacionais, sem a pretensão de uma busca exaustiva. Portanto, salienta-se que o resultado da pesquisa bibliográfica teve seu recorte temporal entre os anos de 1993 e 2015. Para o levantamento bibliográfico foram utilizadas as seguintes expressões, em português e em inglês, na estratégia de busca: tendências de pesquisa em organização do conhecimento, pesquisa em organização da informação, organização e representação da informação no Brasil, ensino e pesquisa em ciência da informação, current trends in Knowlede Organization, Knowledge Organization research, trends in classification research.
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    Organização e representação do conhecimento e da informação na web: teorias e técnicas
    (Perspectivas em Ciência da Informação, 2020-02-27) Lima, Gercina Ângela de.
    Apresenta reflexões sobre as teorias e técnicas da área da Organização e Representação do Conhecimento e da Informação em relação às tecnologias da Web, no âmbito da pesquisa no Grupo MHTX e da disciplina Organização do Conhecimento e da Informação, no Programa de Pós- graduação Gestão e Organização do Conhecimento (PPGGOC), da Escola de Ciência da Informação da UFMG. Retrata uma visão didática do conteúdo a partir da necessidade de planejar essa disciplina valendo-se da experiência em pesquisa e ensino, e ao constatar as dificuldades de absorção do conhecimento quando se mantém o diálogo de aprendizagem somente no plano teórico. A partir de uma revisão narrativa da literatura, discorre sobre: (1) o processo de modelagem conceitual para elaboração dos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC), (2) as características de quatro SOC, (3) os processos de catalogação, indexação e classificação na representação da informação e (4) a contribuição dos recursos tecnológicos para representação do conhecimento e da informação na Web, com vistas à interoperabilidade entre os sistemas e a melhoria da recuperação da informação. Conclui que o grande desafio para o desenvolvimento da Representação do Conhecimento e da Informação na Web está na grande quantidade de dados não estruturados e na dificuldade cada vez maior de acesso a esse volume de informação e sua recuperação. As soluções vislumbradas perpassam (1) pela criação de ontologias para auxiliar na disponibilização de conteúdos que necessitam ser mais bem explicitados na web para serem recuperados; (2) pela disponibilização de informações em diversos formatos e acessos; (3) pelo serviço de referência virtual para ajudar os usuários a localizar as melhores fontes de informação; (4) pelo desenvolvimento de repositórios com recursos de aprendizagem disponíveis em diferentes formatos; (5) pelo armazenamento da informação em nuvens (Cloud Computing), (6) pela melhoria da padronização para tornar o conteúdo acessível para pessoas com deficiência.

Contato

Profª Gercina Ângela de Lima

Av. Antônio Carlos, 6.627-UFMG - Campus Pampulha

Escola de Ciência da Informação – sala 3004

Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil – CEP 31.270-901

ceprecri@gmail.com

Fomento CNPQ: 404300/2021-9

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